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Rio Madeira já está com três metros a mais do que registrado no mesmo período há um ano

Mais de 800 famílias que vivem em áreas de risco, segundo a Defesa Civil

Rondoniagora, 18/12/2017 21h16

Rio Madeira (Foto: Rondoniagora) Ampliar imagem: Rio Madeira (Foto: Rondoniagora)
Rio Madeira - Foto: Rondoniagora

As chuvas intensas nas cabeceiras dos rios Beni (Bolívia) e Mamoré já lançou o alerta na Defesa Civil de Porto Velho por causa de uma possível cheia do Rio Madeira. Durante esse mês o nível chegou a 9,37 metros, três a mais do que o mesmo período no ano passado. As chuvas isoladas da capital não influenciam muito para o aumento desse nível.
Com isso, as famílias que moram a margem do Madeira em Porto Velho e nos distritos próximos devem tomar alguns cuidados. “A atenção precisa ser redobrada nessas áreas de risco, pois é comum nessa época termos o fenômeno terras caídas, que podem causar deslizamentos de terra, devido a força da água causar desestabilização na parte superior dos barrancos”, afirma o diretor da Defesa Civil, Marcelo Silva dos Santos.
As cheias no rio Madeira ocorrem, pois as águas são muito agressivas, tendo em vista, que esse afluente do Amazonas ainda é novo, não por idade, mas porque está em processo de formação. Portanto, o fenômeno “terras caídas” tende a predominar em épocas de cheia.

Ações

Para minimizar os impactos a Defesa Civil já está em fase de término do plano de contingência, que prevê ações de prevenções, retiradas e mapeamentos de famílias que residem em áreas de risco. Muitas destas famílias já foram retiradas em períodos anteriores, mas algumas acabam retornando às áreas de risco. Outra medida tomada pelo órgão é a sinalização dos locais em que ocorrem o fenômeno ‘terras caídas’, identificando-os como pontos suscetíveis a desbarrancamento, além de orientar as famílias do médio e baixo Madeira a procurarem uma descida mais segura para as embarcações.
Ainda segundo a Defesa Civil, são mais de 800 famílias que vivem em áreas de risco, dividas em vários bairros como Nacional, São Sebastião, Panair, Triângulo entre outros. E que o objetivo do Ministério da Integração é retirar todas essas pessoas para que essas áreas sejam desapropriadas, não deixando que essas famílias ocupem áreas de risco.
Sobre a possibilidade de uma nova cheia semelhante, ou em menor escala da que ocorreu em 2014, a Defesa Civil afirma que não tem como prever isso. “A cheia de 2014 em que o rio Madeira atingiu 19, 74 m não foi prevista por nenhum órgão de proteção ou monitoramento, não naquela magnitude. Esses órgãos dão um prognóstico de curto prazo, portanto, o que a Defesa Civil pode fazer é apenas um monitoramento e ações preventivas, completa Marcelo Santos.
Ao longo dos últimos cinco anos, a Defesa Civil observou que nos meses de dezembro e janeiro é comum o registro de enchentes. “Em 2014 tivemos a série histórica em que o rio Madeira registrou 19,74 m, em 2015 registramos a quinta maior cheia da história, já 2016 foi um ano atípico, pois o rio se comportou muito baixo, ocorrendo a vazante do rio. Agora em 2017 não sabemos a proporção de uma futura enchente, mas podemos apostar em um nível maior do que foi registrado em 2016, pois estamos com três metros a mais do que registrado em dezembro do ano passado”, afirma o diretor.
A Defesa Civil recomenda, ainda, que nesse fim de ano as famílias que residem em áreas de risco procurem um local seguro até que o rio volte à normalidade, pois este está aumentando consideravelmente a cada dia. Em uma semana o Madeira subiu dois metros, um aumento considerável segundo este órgão.
A previsão para que o nível do rio normalize é para abril de 2018, no entanto, em alguns anos, esse período tende a se estender para os meses seguintes, com um prolongamento das chuvas intensas do inverno amazônico.

Tópicos: Madeira
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