Ariquemes Notícias - Seu portal de notícias Ariquemes, Rondônia - 22 de Novembro de 2017

Siga!

Nosso RSS

BR 364: Rodovia mata e Dnit só faz operação tapa buracos

Rondônia em Ação, 08/03/2012 10h11

Dinheiro público mal empregado não garante solução do problema (Foto: Rônndoniaemacao.com)
Dinheiro público mal empregado não garante solução do problema - Foto: Rônndoniaemacao.com

Rondônia - A operação tapa buracos realizada pelo Dnit, em alguns trechos da BR 364, não resolve o problema da estrada. A afirmação é do caminhoneiro José de Barros Pedroso Almeida, de 42 anos, que trabalha no trecho há pelo menos 10 anos. Pedroso disse que “os anos passam e a situação é a mesma quando não fica ainda pior”. A duplicação da rodovia (trecho entre Porto Velho e Candeias) é um indicador de que o problema pode ser encarado com seriedade e resolvido.

“Parece que não interessa as autoridades investir em medidas preventivas e definitivas para a BR 364, porque tapar buraco é mais lucrativo”, desabafa o motorista, emendando que “fazendo assim, todo ano, os serviços são feitos a conta gotas”. Sempre que a situação piora, ou quando ocorre um acidente que causa comoção coletiva, o Dnit coloca uma meia dúzia de operários com macacões de cor laranja para dizer que providências estão sendo tomadas, frisou outro caminhoneiro que se identificou apenas como Joaquim.

As reclamações fazem eco em relação à rodovia, que não por acaso, se tornou uma das mais importantes do país. Um dos motivos é a quantidade de obras na capital, efeito positivo da construção das usinas do Madeira, em andamento. O trecho da BR, em Rondônia, entretanto, passou a ser muito perigoso, tendo em vista o fluxo de carretas que trafega no corredor, responsável por escoar boa parte da soja brasileira.

A construção do porto graneleiro em meados da década de 90, já havia aumentado drasticamente o tráfego de veículos pesados, utilizados no transporte de soja. Mas as obras das usinas de Jirau e Santo Antônio, embora boas para o desenvolvimento do estado, agravou muito a situação da rodovia e o caos foi instalado. A 364 é a única via de acesso terrestre,  a Porto Velho, “pavimentada”.

Peças de toda natureza e tamanhos são transportadas via BR, para atender demandas das usinas, que, somadas, produzirão energia o suficiente para abastecer o equivalente à população da região sudeste inteira. Mas, a situação vivida hoje são os principais sintomas de que, se a classe política local, se a sociedade organizada não se mobilizar, Rondônia correrá o risco de gerar a energia que o Brasil precisa e ter como pagamento, os problemas que o estado já começa viver.

Acostamento

Não existe acostamento em muitos trechos, ao longo da BR. Caso alguém tenha que trocar um pneu, tem estacionar no meio do capim, que toma conta das margens da rodovia.
Semana passada uma carreta, que conduzia uma dessas peças gigantescas para as usinas, apresentou problemas mecânicos e ficou parada na pista. Foram, pelo menos quatro dias, conforme apurou a reportagem do Rondônia em ação.

A peça sobre a carreta, no formato meia lua, ocupou toda a pista na sua mão de direção, e a metade da pista no sentido contrário, causando transtorno aos demais veículos que trafegavam nas proximidades do posto de pesagem, a 30 quilômetros de Ji-Paraná. Outras peças, de grande porte, que eram trazidas, na ocasião, ficaram prejudicadas. As demais carretas tiveram que esperar que uma solução fosse apresentada ao veículo com defeito, uma vez que seria impossível outra carreta, de igual tamanho, passar por ali.
No plenário do Senado Federal, o senador Valdir Raupp não se conteve e chorou, ao discursar sobre os problemas que Rondônia enfrenta, causados pela má conservação da BR 364, disse o radialista Anísio Mendes, da rádio nova Jaru FM. Falta zelo do governo federal para com o povo de Rondônia, que permite deixar tão importante rodovia jogada à sorte.

Além de centenas de pessoas que tiveram suas vidas ceifadas, no “corredor da morte”, ano passado o deputado federal Eduardo Valverde (PT) morreu em violento acidente na tal estrada. O episódio mais recente aconteceu com o prefeito de Alto Alegre dos Parecis, Dirceu Alexandre da Silva (PSB), que, no final do mês passado, morreu no trecho entre Ariquemes e Itapuã do Oeste. O acidente ocorreu por volta das 17h, do dia 24.

A comoção tomou conta do meio político. O governo do Estado, a Associação Rondoniense de Municípios e outras entidades divulgaram nota de pesar pela morte trágica do prefeito. Mas isto não basta. Talvez fosse necessária uma nota de pesar contínua, não por fatalidades pontuais ocorridas com autoridades, mas também, com a falta de ação do meio politico de Rondônia, sem competência, ou sem a força necessária para sensibilizar o governo federal e fazê-lo entender que em Rondônia o estado cresce, moram pessoas, e o crescimento precisa vir acompanhado de infraestrutura, disse um motorista.

No seu programa de rádio, outro apresentador (de Ariquemes) não poupou críticas ao Dnit, à classe política do Estado e ao Governo Federal. “Eles choram sempre o leite derramado. Depois que morreu não adianta chorar. É preciso agir e evitar estas catástrofes”, disse o apresentador.

Três senadores, juntamente com oito deputados que compõem a bancada federal de Rondônia, provavelmente, gostariam de ter poderes para ressuscitar os que perderam suas vidas na rodovia da morte (como é chamada a BR 364).  Mas, enquanto isso não acontece - pois assim estariam disputando espaço com Jesus Cristo –, seria razoável que a bancada se reunisse  e buscasse uma solução.

Acir Gurgacs – empresário e senador; Ivo Cassol – empresário, ex-governador e, agora, senador; Valdir Raupp, ex-governador, senador pelo segundo mandato, presidente nacional do PMDB. Ele é considerado um dos homens mais influentes da política nacional. Com tantos pesos pesados, represetando o Estado, fica a pergunta: será que, mobilizados, não conseguiriam fazer mais do que simplesmente lamentar a infinidade de mortes ocorridas na rodovia do diabo?

A reportagem do Rondônia em ação obteve dos caminhoneiros e motoristas em geral, no trecho entre Ji-Paraná e Cacoal, as mais diversas críticas ao que chamam de inoperância governamental. Este trecho é um dos piores da rodovia. Está tão ruim, que é possível descer do carro e entrevistar os motoristas enquanto dirigem a cinco quilômetros por hora, a procura dos menores buracos para passar dentro.  Apesar de ser possível conversar com os motoristas dirigindo, esta reportagem pediu que eles parassem para conceder as diversas entrevistas solicitadas.

Medidas de impacto

Três medidas podem ser consideradas necessárias e executadas ao longo da BR, depois de um recapeamento por completo e de qualidade. Em curto prazo, a primeira e mais simples: recuperar as faixas de acostamento em toda extensão da estrada, permitindo aos motoristas parar com segurança, quando necessário; segunda: em médio prazo, construção da terceira faixa nas subidas (aclives acentuados), para que veículos de grande porte possam dar vasão de ultrapassagem segura aos veículos menores, sem que estes tenham que invadir a pista no sentido contrário. Caminhões carga-pesada trafegam entre 10 e 15 Km/h nestes trechos, inviabilizando a dinâmica do trânsito na BR. Terceira e, provavelmente, considerada utópica, em longo prazo: duplicação da rodovia, em toda sua extensão, dentro do Estado de Rondônia.

Porque a duplicação?

Uma rodovia duplicada, com pistas distintas nos dois sentidos, diminui em 99,9% a coalisão frontal, responsável pelo maior número de mortes. Um exemplo a ser seguindo é a duplicação do trecho entre Porto Velho e a cidade vizinha Candeias do Jamari. O número de acidentes com mortes, segundo a PRF, diminuiu drasticamente. O acidente frontal (choque), praticamnte foi eliminado das estatísticas.

A mureta de contensão que separa as pistas é a grande responsável pela segurança dos condutores. Caso haja um acidente violento, a mureta pode representar perigo para veículo que bate, mas não permite que este vá para a outra pista. Alguém pode perguntar: mas o motorista que bater na mureta pode morrer. A resposta para esta pergunta é simples: dos males o menor. Se não tivesse pista dupla, se não tivesse a mureta, o veículo poderia atingir uma infinidade de outros carros na pista oposta e o numero de vítimas fatalmente seria maior.

Com informações Valdir Alves,  rondoniaemacao.com

Tópicos: Rondônia, DNIT, Rodovia, BR, 364
Compartilhe está noticia:       
 
 
Enviar comentário

(A quantidade máxima é de 400 caracteres para seu comentário) Restam 400 caracteres

Ao enviar seu comentário você aceita o termo de conduta dos comentários.

 

Eventos

Expoari: Guilherme e Santiago - Foto: Leandro Kazuo

Expoari: Guilherme e Santiago

Guilherme e Santiago
 

Últimas notícias

Enquete

Na sua opinião, como está a Administração de Confúcio Moura em Rondônia?

 

Ariquemes Notícias - Seu portal de notícias Ariquemes Notícias - Seu portal de notícias
E-mail: recadao@ariquemesnoticias.com.br - contato@ariquemesnoticias.com.br voltar ao topo

 

© Copyright 2009 | 2017 - DC Comunicações Digital Política de privacidade Fale conosco  |   Anuncie conosco  |