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Raiva em rebanho é confirmado em Alto Paraiso

Principal transmissor da doença é o morcego Desmodus Rotundus, hospedeiro do vírus da raiva

Diário da Amazônia, 03/11/2011 14h54

 (Foto: Reprodução)
Foto: Reprodução

Técnicos da Agência de Defesa Sanitária Agropastoril de Rondônia (Idaron) estão em alerta por causa da confirmação de um caso de raiva no rebanho de uma propriedade rural do município de Alto Paraíso. Um bloqueio vacinal está sendo realizado num raio de 12 km do foco da doença e operações para a captura de morcegos que se alimentam de sangue, os quais são os principais transmissores da doença, estão sendo realizadas.

Em Rondônia, a vacinação contra a raiva só é obrigatória quando um foco da doença é identificado. Nestes casos, todos os mamíferos de propriedades compreendidas em um raio de 12 km devem receber a vacina, que custa menos de R$ 1,00 a dose.

O principal transmissor da doença é o morcego Desmodus Rotundus, hospedeiro do vírus da raiva. Esse animal, ao contrário da grande maioria dos morcegos catalogados em Rondônia, se alimenta de sangue.

Avanços

Estudos mostram que o avanço da pecuária em as áreas de floresta ou cavernas é responsável pelo crescimento do número de casos de raiva nos rebanhos. A relação entre desmatamento e o surgimento de novos focos de raiva se deve a destruição dos abrigos naturais desses morcegos e a proximidade com animais das propriedades rurais, que se tornaram as presas mais fáceis.

Uma das formas de prevenção à doença é a captura e o controle da população dos morcegos que se alimentam de sangue. No ano passado, a Idaron fez a captura de 119 animais que poderiam transmitir a raiva. Esse número vem crescendo nos últimos anos, sendo que em 2009 foram encontrados apenas 76.

Doença é mortal e pode contaminar humanos

Uma das preocupações da Idaron, com a confirmação do caso de raiva, é a transmissão da doença aos seres humanos, que podem ser infectados até pela saliva de animais que apresentem os sintomas da doença.

O médico veterinário Murilo Freitas explica que ao entrar na corrente sanguínea, o vírus da raiva se espalha rapidamente atingindo o sistema nervoso, causando sequelas irreversíveis. “Os casos suspeitos são tratados com vacina, mas quando a doença já está instalada o óbito é quase certo”, argumenta.

Murilo lembra que as mortes de animais devem ser investigadas, para que medidas preventivas possam ser adotadas. Outro cuidado deve ser adotado ao manusear os animais doentes, para evitar um possível contágio. “Um profissional da área ou a equipe de funcionários da Idaron devem ser comunicados de casos suspeitos, para que um trabalho de prevenção possa ser feito ainda no início de qualquer problema, evitando um prejuízo ainda maior”, lembra o veterinário da Idaron. 

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  • De: ailton vaz às 08/11/2011 06h00
    O bras: só encherga o prejuizo despois da vaca morta assim não vamos fazer a vacinação seu João
  • De: Leticia às 03/11/2011 16h10
    Bom...gostaria de saber em que linha que está ocorrendo esses casos de raiva,pois nós podemos nos prevenir...
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