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Servidores relatam que Câmara Municipal de Jaru é mal-assombrada

Alguns servidores que trabalham na Câmara declararam ter presenciado experiências estranhas

Jaru 190, 16/06/2011 08h39

Zenildo Ferreira dos Santos, que assumiu o cargo na terceira legislatura de 1993 a 1996, morreu em 6 de maio de 2001 (Foto: Reprodução/Rondônia Vip)
Zenildo Ferreira dos Santos, que assumiu o cargo na terceira legislatura de 1993 a 1996, morreu em 6 de maio de 2001 - Foto: Reprodução/Rondônia Vip

Há quem não acredite, mas fato é que há muito tempo alguns servidores da Câmara Municipal de Jaru têm convivido com aquilo que chamam de sobrenatural. O assunto é delicado, são poucos os que vencem o medo e acabam relatando o que já viram, ou, o que pelo menos ouviram. Alguns servidores que trabalham na Câmara declararam ter presenciado experiências no mínimo estranhas no exercício de suas funções.

“Ver eu nunca vi, mas já ouvi. Acho que o único que viu até hoje foi um só, os outros apenas ouviram ou sentiram”, disse um dos vigias noturnos daquela casa de leis. Perguntado sobre o que quis dizer quando falou “sentiram”, o guarda, que não quis se identificar, esclarece: “Senti, oras! Às vezes, altas horas da madrugada, estamos dormindo quando de repente somos acordados com um cutucão, uma puxada na camisa ou até mesmo, como aconteceu com um colega nosso, sendo sufocado pelo lençol”, revelou ele.

Até aí estaria quase tudo bem, poderíamos até dizer que seriam meras impressões desses vigilantes, que no cair da noite começavam a imaginar coisas. Mas há outros relatos que fogem de qualquer lógica ou mesmo de qualquer explicação racional. “Rapaz, eu já durmo nesse lugar com todas as luzes acesas, até mesmo a da sala dos guardas eu deixo ligada, já para me prevenir dessas aparições”, explica ele.

“Daí que uma certa madrugada eu saio aqui no corredor para ir ao banheiro e quando olho para o lado do Plenário, não é que eu vejo o vereador Zenildo entrando vestido de terno pela porta que dá acesso ao salão!?!”, comenta ele. Entrou? Perguntamos a ele. “Sim, tô te falando, eu tenho certeza do que vi. O cara tava vestido a rigor e eu o vi entrando para o salão, rumo ao Plenário, como se fosse um dia qualquer de sessão”, declara ele ainda assustado.

O detalhe assustador é que o vereador Zenildo Ferreira dos Santos, que assumiu o cargo na terceira legislatura de 1993 a 1996, morreu em 6 de maio de 2001. Perguntado se não poderia ser um vulto por causa do escuro, Marcos (nome fictício) é categórico: “Claro que não, rapaz. Eu já te falei, estava tudo claro, eu já durmo com essas luzes aqui tudo acesa para evitar esse tipo de coisa”, retrucou o vigia.

Alguns desses eventos extra-sensoriais sequer esperam o manto da noite para poderem se manifestar. Um dos secretários de gabinete relata o que passou numa tarde de sexta-feira quando o prédio já estava vazio e silencioso: “Foi mais ou menos assim: eu tava aqui de dia digitando um trabalho da faculdade quando precisei usar o banheiro. Eu sempre usava o banheiro dos deficientes porque sempre estava mais limpinho, além do mais, a Câmara já tinha fechado o expediente, então não teria problema algum. Daí que quando me aproximei da porta, escutei o barulho de descarga. Então parei e me sentei no banco do saguão para esperar quem estivesse usando sair”.

Luís (outro nome fictício) já tinha ouvido histórias parecidas ali na Câmara Municipal de Jaru, mas até então não tinha vivenciado nenhuma. “Aí eu esperei, esperei e quando vi que estava demorando demais, resolvi bater na porta e percebi que ela estava aberta e quando abri, vi que não tinha ninguém lá dentro. A janela estava fechada, o banheiro limpo e a descarga não parecia ter sido puxada. Daí, que eu caí fora, nem terminei de digitar trabalho coisa nenhuma”, revela ele.

Perguntado se talvez não fosse uma brincadeira de mau gosto e que quem puxou a tal descarga não tivesse saído escondido, Luís é contundente: “Impossível alguém ter feito isso e saído sem ser visto, a única porta por onde se pode sair desse banheiro é essa aqui e eu fiquei bem aqui plantado sentado naquele banco e ninguém saiu daí de dentro”, explicou ele apontando para a porta do banheiro dos deficientes e para o banco que fica no saguão.

Outra história envolvendo aparições aconteceu numa tarde tranquila no ano passado. Uma das secretárias foi até o prédio da Câmara fora do horário de expediente a fim de fazer uma pesquisa rápida na Internet e pegar uma apostila que havia esquecido no gabinete. Meia hora depois, que foi o tempo mais que suficiente, já havia terminado e resolveu ir embora. Ao trancar o gabinete escutou um barulho e viu a figura do vigia saindo do banheiro dos homens (o coletivo) e adentrando à cozinha.

Como quem havia recebido a secretária, quando da sua chegada, havia sido o próprio vigia, a secretária não estranhou nada e caminhou em direção à cozinha. Chegando àquela copa, a surpresa: não havia ninguém. Como a chave da porta principal estava na mesma, a secretária tratou de sair o mais rápido que pôde do local. Esse evento chama a atenção por ser a primeira e até agora a única vez em que as aparições tomam a forma de alguém vivo na CMJ. Foram frações de segundos.

Um ex-funcionário (que chamaremos de Fábio), hoje em outro órgão público por conta de um novo concurso, diz que era muito comum em seus plantões, nos tempos de guarda da Câmara Municipal, ouvir gente conversando. “Burburinho de gente, sabe? Aquele burburinho como se fosse um dia de sessão e os corredores estivessem lotado, mas aí eu saía e estava tudo vazio e silencioso. Comecei a dormir com as luzes acesas também por conta disso”, relata Fábio. “Mas até hoje o que me deixou mais intrigado foi uma vez que escutei mexendo nas panelas lá na cozinha, depois escutei o barulho da tampa do freezer. Daí eu pensei, será que eu dormi demais e passou da hora de eu ir embora e as meninas da limpeza já chegaram? Então escutei os sons de panela novamente, outra vez o som da tampa do freezer e então o cheiro bastante forte de café recém coado.

Tive certeza de ter chegado o pessoal da limpeza. Me levantei e saí da minha sala e quando cheguei à cozinha estava um mar de calmaria, tudo apagado, o freezer fechado, nenhum café coado e eu morto de pavor. Isso era umas 4 horas da matina. Saí da Câmara e fiquei na praça sentado num banco esperando as meninas da limpeza chegar – elas só iam chegar às seis hora, porque essa é a hora certa”, explica ele.

Fábio ainda conta que ao falar às funcionárias que cuidam da limpeza e manutenção o que havia acontecido, recebeu uma respostas nenhum pouco animadora: “Elas me disseram que aquilo era muito comum por lá e que eu não era o primeiro a reclamar das mesmas coisas”, disse ele.

O ex-funcionário ainda relatou que já havia passado outros maus-bocados em seus plantões na Casa de Leis: “Já fui cutucado, beliscado, empurrado, sufocado com lençol enquanto dormia. Já passei péssimas noites por lá com alguém sussurrando no meu ouvido tão logo meus olhos fechassem e eu tentasse dormir”, conta Fábio.

Outro ex-vigia que também faz declarações parecidas pode ser facilmente encontrado ali nas adjacências do prédio municipal onde faz seu ganha-pão como autônomo. Chegamos como quem não quer nada até o ponto de seu Afonso (nome fictício). Primeiro jogamos uma conversa fora, compramos alguma coisa até que de supetão perguntamos: “Seu Afonso, é verdade que à Câmara Municipal de Jaru é assombrada?”. Meio sem jeito ele reponde: “Desculpe, não posso ajudar vocês, não sei nada sobre isso.”

Mais alguma insistência e algumas outras coisas compradas seu Pedro acaba falando. Trabalhou na Câmara por 11 anos e 3 meses, nesse período viu alguma coisa apenas uma vez: um rato – até rimos na hora – mas era um rato enorme, quase do tamanho dum gato e estava no banheiro, quando ele rapidamente acendeu a luz o “bendito” já não estava mais lá. Coisa de segundos. “Que eu vi por mim mesmo foi só dessa vez”, continua seu Pedro, ainda meio ressabiado, mas ouvi várias vezes nesses 11 anos e 3 meses. O quê?, perguntamos.

“Era muito comum nesse prédio barulho de quebradeira, como se tivesse acontecendo uma reforma. Geralmente isso acontecia de madrugada. Eu levantava alarmado com aquele barulho de construção - coisa sendo quebrada, móvel sendo afastado - normalmente era no Plenário da Câmara ou então na cozinha e quando lá chegava, nada.” E era assim sempre?, indagamos novamente. “Dificilmente não acontecia.

Na cozinha acontecia algo parecido também, mas mudava o estilo: não era barulho de construção, mas de panela batendo, a tampa do freezer sendo erguida e depois fechada, barulho de alguém preparando café ou cozinhando alguma coisa, ou então, o barulho de móveis sendo arrastados de um lugar para o outro. Daí eu chegava lá e estava o canto mais limpo”, revela ele.

“Dormir era outra tarefa difícil”, continua o ex-vigia: “sempre no melhor do sono você era acordado por cutucões, sussurros no pé-de-ouvido, gente conversando ali perto, mas em lugar nenhum... Você se cobria com o lençol e alguém vinha e te descobria, você se cobria de novo e alguém te descobria outra vez... daí que na época eu lembro que tinha um banco embaixo dum pé de coité nos fundos da Câmara e quando as coisa apertavam para valer eu fechava a Casa e ficava lá embaixo. Era a única maneira de descansar um pouco”, explica ele.

Os relatos são vários e dos mais variados. Batidas de portas, arrastar de chinelos, pessoas conversando, cutucões e sussurros são os mais comuns. Mas o que foi marcante pelo seu inedismo foi o que aconteceu mês passado, não propriamente na Câmara, mas em suas redondezas.

Segundo um servidor da Câmara Municipal - mas não podemos afirmar que seja fato verdadeiro – teria ficado sabendo que certa vez, quatro policiais militares em uma viatura faziam a sua ronda de plantão, lá pelas tantas da madrugada, quando avistaram caminhando suspeitosamente um elemento com pesada roupa de frio que dificultava a visualização de seu rosto por causa de um capuz.

O individuo caminhava rumo ao antigo ponto de ônibus tranquilamente enquanto a viatura o seguia, quando o elemento fez menção de evadir-se rumo ao prédio da Câmara, subindo numa calçada bastante deteriorada, já no ponto de ônibus da rua Goiás, os policiais tiveram de agir.

Deram um toque rápido de sirene, o que fez o tal individuo parar de costas para os policiais com as mãos levantadas. Um se aproximou e pediu que ele se virasse: foi aí que os PMs teriam ficado pálidos de medo. É que o tal indivíduo não tinha rosto, mas apenas uma mancha preta no lugar deste, uma distorção como se fosse uma imagem desfocada, semitransparente.

O policial que conduzia a viatura saiu em disparada, mas como não havia visto o que de fato acontecera, quis voltar às imediações da Câmara para apurar o que ocorrera, mas (obviamente) foi impedido pelos outros três colegas de farda que haviam descido.

É unânime que a tal aparição caminhava em direção à Câmara e nela adentraria quando foi abordado pelos policiais. Por algum motivo tal entidade, e ao que tudo indica não só ela, faz da Casa de Leis sua morada.

A pergunta é: Por quê? Inúmeras são as explicações: Uma é que a Câmara de Jaru foi construída num terreno localizado em frente onde já foi o Cemitério Municipal, num passado ainda bastante recente. O local também já serviu para inúmeros velórios.

Há outros que afirmam que nada disso acontece, que tudo não passa de imaginação dos envolvidos. Alguém certa vez disse que nesse mundo existe um mal verdadeiro e entre o mundo que vemos e as coisas que tememos, existem portas, e quando elas se abrem, nossos pesadelos se tornam realidade: ASSOMBRAÇÕES.

 

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