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Vereador é acusado de manter 18 funcionários "fantasmas"

O Suplentende de vereador João informou que nem o chefe de gabinete vai à Câmara

Folha de Rondônia, 20/04/2011 14h20

Suplente de vereador João Bosco Costa (Foto: Folha de Rondônia) Ampliar imagem: Suplente de vereador João Bosco Costa (Foto: Folha de Rondônia)
Suplente de vereador João Bosco Costa - Foto: Folha de Rondônia

O suplente de vereador João Bosco Costa (foto) (PV-Porto Velho) encaminhou ontem ao Ministério Público denúncia de que o vereador Jaime Gazola Filho (PV-Porto Velho) mantém 18 funcionários fantasmas em seu gabinete na Câmara de Porto Velho. Ao todo, eles receberiam dos cofres do município R$ 15.500,00 para trabalhar na empresa da família de Gazola e também para executar serviços particulares.

João Bosco assumiu uma cadeira na Câmara no dia 2 de janeiro, depois que Gazola foi nomeado secretário Municipal de Desenvolvimento Socioeconômico e Turismo, na Capital. Na época, a verba de gabinete era de R$ 15 mil, usada para pagar os 18 assessores. Gazola teria exigido que Bosco mantivesse todos eles. Depois disso a verba de gabinete passou para R$ 20 mil. Dos R$ 5 mil a mais, R$ 500 ainda foi parar em complemento salarial para os assessores que estavam à disposição de Gazola. João Bosco ficou com R$ 4.500,00 para contratar seus próprios assessores.

João Bosco disse que tentou conversar com Jaime Gazola Filho diversas vezes, mas não conseguiu. “Eu não poderia concordar em manter funcionários fantasmas no gabinete. E o Gazola ficava me mandando recados, dizendo que se eu demitisse alguém, ele deixaria a secretaria e voltaria para a Câmara”, explicou.

Na última sexta-feira João Bosco exonerou os funcionários fantasmas que estariam recebendo pela Câmara para prestar serviços particulares a Gazola e à empresa de sua família. Na última segunda, Gazola saiu da secretaria e voltou para a Câmara.

“Eu não poderia continuar sendo vereador porque não compactuo com esse tipo de coisa. Tentei resolver a situação na base do diálogo, mas não foi possível. Dinheiro público não pode ser usado para pagar servidores que não trabalham”, acrescentou.

João Bosco disse, ainda, que no tempo em que ficou na Câmara seu trabalho foi prejudicado, porque não havia verba de gabinete disponível para contratar assessores. “Nem mesmo o chefe de gabinete vinha trabalhar. Quando aparecia alguém era para para dar alguns daqueles recados do Jaime Gazola, de que se eu exonerassem alguém ele voltaria para a Câmara”, destacou.

João Bosco Costa é policial federal. Ele explicou que se sentia indignado em ver Jaime Gazola usando o gabinete para algo que é combatido pela população.

“Logo que eu fui empossado houve o recesso. Depois disso, ainda teve o carnaval. Quando as atividades rcomeçaram na Câmara de Vereadores procurei o Jaime Gazola diversas vezes. Agora ele deve explicações ao Ministério Público, que deverá apurar essa situação”, afirmou.

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