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Campanha da Fraternidade 2011 e a busca da sustentabilidade

O aquecimento global e as mudanças climáticas estão no centro da Campanha da Fraternidad...

Edinho Silva, 10/03/2011 08h27 - 10/03/2011 08h29

 (Foto: Reprodução)
Foto: Reprodução
O aquecimento global e as mudanças climáticas estão no centro da Campanha da Fraternidade 2011, lançada neste dia 9 de março pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Com o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta” a campanha está voltada ao debate da conscientização da sociedade sobre a utilização das riquezas naturais e o futuro do planeta.

O objetivo da Campanha da Fraternidade 2011 é propor uma reflexão sobre o aquecimento global e as atividades humanas que têm levado à exploração sem precedentes dos recursos naturais. A Campanha propõe um amplo debate sobre a necessidade de buscarmos um modelo de desenvolvimento voltado para a sustentabilidade.

É importante buscarmos o uso consciente das nossas riquezas energéticas, protegermos nossos mananciais e combatermos as queimadas e os desmatamentos.

O Governo Lula estabeleceu para o mundo um novo paradigma no enfrentamento aos desafios ambientais. A postura do Brasil em Copenhague pautou a necessidade do mundo estabelecer uma nova relação com o sistema produtivo mundial. O Governo Lula tinha legitimidade para tanto devido às políticas públicas estabelecidas internamente.

O Brasil, sob gestão Lula, reduziu em mais de 66% o desmatamento na Amazônia, fechando 2010 com pouco mais de 6 mil km quadrados desmatados. Em 2002, um ano antes de Lula assumir o governo, o desmatamento havia chegado a 21,6 mil km quadrados. Entre 1995 e 2002, no governo FHC, o desmatamento na Amazônia crescera 45%. Não tenho nenhuma dúvida de que o Brasil no Governo Dilma vai continuar pautando o mundo sobre a necessidade de produzirmos riquezas e estabelecendo uma outra relação com o planeta.

A Campanha da Fraternidade é muito oportuna ao propor tal reflexão. É preciso avançar na agenda ambiental do país. Um dos debates fundamentais proposto é sobre a biodiversidade e o risco da escassez de água no planeta. Ela estabelece a pessoa humana como centro do universo e questiona as políticas públicas que, muitas vezes, não atendem às expectativas da comunidade.

Penso que a mudança de paradigma deve começar no município. Afinal, nos municípios as condições para realizarmos mudanças efetivas na cultura e no comportamento são maiores. É preciso investir em educação e programas que alterem consciência e comportamentos.

Em Araraquara, como prefeito, fizemos mais de 80 obras e projetos destinados a proteger o meio ambiente, num investimento de mais de R$ 27 milhões. Em oito anos na prefeitura, conquistamos R$ 15 milhões do PAC Saneamento para 5 obras de grande porte que colocam Araraquara como uma cidade pioneira no tratamento do lodo, perfuramos sete poços profundos e construímos 200 mil metros de rede de água.

Fizemos diversos programas sobre o uso consciente da água; recuperamos matas ciliares, fiscalizamos de forma intensiva os despejos em áreas de proteção. Realizamos obras que protegem mananciais, criamos o Centro de Educação Ambiental Chico Mendes para projetos educacionais, modernizamos a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Hoje, Araraquara trata 100% do esgoto doméstico. A água devolvida ao Rio Jacaré é mais limpa que a do próprio rio.

Porém, a obra mais significativa foi influenciar o comportamento da população. Em 2007, implantamos a coleta seletiva, que atinge 100% da cidade, com recolhimento de mais de 180 toneladas de material reciclável por mês. Um significativo benefício para a comunidade, mas, sobretudo, um avanço impossível de ser medido hoje. A relação com a reciclagem está criando uma geração com uma nova relação com o meio ambiente.

Essa ação colocou o ser humano no centro da política pública: dezenas de famílias que viviam do antigo lixão, sem dignidade e respeito, hoje têm profissão, são recicladores de materiais.

A Campanha da Fraternidade, por meio da reflexão proposta, tem o poder de influenciar comportamentos e de mudar atitudes. Vamos juntos, nessa cruzada em defesa da natureza e da vida. É possível sim, produzirmos e distribuirmos riquezas, respeitando os trabalhadores e a natureza. É possível sim, alcançarmos a sustentabilidade.
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