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Polícia prende em Cuiabá bandidos que mataram Milionário e sua família em Rondônia

A Polícia Civil prendeu quatro assaltantes acusados de sequest...

Midia News, 04/02/2011 20h43 - 05/02/2011 08h17

 (Foto: Reprodução)
Foto: Reprodução
A Polícia Civil prendeu quatro assaltantes acusados de sequestrar e assassinar uma família, na cidade de Pontes e Lacerda (448 km a Oeste de Cuiabá). A prisão foi realizada na última segunda-feira (31) e divulgada nesta sexta-feira (4), em entrevista coletiva.

O crime foi premeditado, para roubar o prêmio da Quina, no valor de R$ 1,4 milhão, que o casal Raimundo Nonato Ferreira de Souza e Liliana Gois Saldanha ganhara, na cidade de Cacoal, no Estado de Rondônia.

Foram detidos: Raimundo Nonato Pereira da Silva, conhecido como "B18" e é acusado de ser o mentor do crime, está preso em Cacoal; Luiz Paulo da Silva, 22, é apontado como assassino de Liliane; Ricardo Oliveira de Queiroz, 27, usou o carro para levar o bando de Cuiabá até Pontes e Lacerda; e Lauro Rosa Bueno, 22, sobrinho de Ivan Rosa Moreira, 45, acusado de matar Raimundo Ferreira. Este último está foragido.

O casal foi executado logo após o sequestro, em outubro do ano passado, e o filho, de cerca de 1 ano e 6 meses, foi mantido vivo e passou por vários lares em Cuiabá. As investigações foram coordenadas pelo delegado Luciano Inácio da Silva.

O crime

As investigações ocorriam em sigilo desde o final de outubro, época em que o crime ocorreu. E iniciou como desaparecimento de pessoas. O rumo das investigações mudou, depois que foi descoberta grande quantidade de saques na conta bancária de Raimundo Ferreira.

A vítima trabalhava em um garimpo na região de Cacoal, onde conheceu o xará, Raimundo Nonato Pereira, conhecido como B18, que planejou seu seqüestro.

Pereira veio de Cacoal até a Cuiabá, onde se uniu com Ivan Rosa e planejaram o crime. Depois de arquitetado o seqüestro, o bando foi até a cidade de Pontes e Lacerda, no carro de Ricardo Queiroz.

Chegando a Pontes e Lacerda, o bando localizou as vítimas, as renderam e tomaram o carro do casal. Todos seguiram em direção à BR-070, sentido Cáceres.

Os seqüestradores pararam em um posto de combustível, pediram o cartão bancário da vítima e a senha. Os bandidos abasteceram o carro para testar a senha. Com a senha e cartão confirmados, iniciaram o plano para executar o casal.

As mortes

Luiz Paulo, Lauro e Ricardo afirmam que a ordem de executar o casal foi de Ivan, que está foragido. Os comparsas disseramque Ivan não queria deixar testemunhas que os identificassem. O casal foi executado nas proximidades da BR-070. Os corpos ainda não foram localizados.

O filho do casal teria sido poupado a pedido de Luiz Paulo, que é pai e teria se comovido com a criança, que tem a mesma idade de um de seus dois filhos. "Eu pedi para não matar o bebê. Não sabia que ia ter morte, achei que ia só roubar", disse Luiz Paulo ao MidiaNews.

Bebê em vários lares

Depois de executar o casal, o bando veio para Cuiabá, onde deixaram o bebê sob os cuidados de terceiros. "A criança passou por, pelo menos, três lares. Em um das casas, a criança ficou em condições precárias, em um ambiente sujo e cheio de cachorros", disse o delegado Luciano Inácio, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

O delegado conta ainda que a criança foi encontrada no bairro Centro América, aos cuidados de uma senhora, que não sabia da verdadeira história. "O Luiz Paulo disse para a senhora que o bebê era filho de um viciado e que a mãe tinha ido embora. Ele pagava R$ 10 para que ela olhasse a criança", contou Inácio.

A prisão

Inácio informou que o bando estava sendo observado à distância, há um certo tempo. "Suspeitamos que tinha algo de errado. Eles moravam em bairros muito pobres e estavam gastando muito dinheiro. Fomos investigar e descobrimos a ligação com o crime", disse o delegado.

O policial contou ainda que havia a preocupação em escolher quem prender primeiro, temendo a segurança da criança. "Observamos e resolvemos prender Luiz Paulo, que tinha contato com o bebê. Assim, já resgatamos a criança e prendemos o bando", revelou Inácio.

Segundo o delegado a quadrilha conseguiu suprimir do valor total do prêmio cerca de R$ 700 mil, além de cartões de crédito.
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